Carlos Damião


Governo virtual

 


É isso aí que eles, do governo, chamam de e-gov.

Porque, se tem uma coisa que e-gov nenhum consegue superar, é esse tipo de contenção cultural.

[Quem duvida, clique AQUI. A ilustração acima foi reproduzida diretamente de lá, do site do governo catarinense, um governo muito zeloso com o vernáculo, pois, pois].



Escrito por Carlos Damião às 22h07
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Mordaça

Opiniões recolhidas

 

Jornais recolhidos e blogs censurados, em tempos de campanha eleitoral, significa que a lei está mais dura com quem critica os poderosos de plantão e alguns candidatos. Não sem motivo, este blog está se ausentando do debate político, pelo menos por enquanto. Não é auto-censura. É precaução: prefiro esperar o horário eleitoral gratuito, a partir do dia 19, para dizer o que penso de cada um dos sete candidatos a prefeito de Florianópolis, sem evidentemente manifestar preferência, porque não é este o nosso objetivo.

 

P.S. – Não li o tal Impacto Catarinense, tablóide que circula por aqui de vez em quando, cuja edição anterior (da semana passada) foi recolhida por determinação judicial, porque conteria matérias ofensivas ao atual prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), que concorre à reeleição. Quanto ao blog A Política Como Ela É (ex-blog do Vieirão), não tenho muito o que afirmar, exceto que seu conteúdo é indiscutivelmente de oposição ao prefeito Berger.



Escrito por Carlos Damião às 16h45
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Copa 2014

Uma história pra desconfiar

 

Cuidado, eleitor, com essa história de Copa 2014 em Florianópolis. É preciso separar o joio do trigo e, de preferência, votar no joio.



Escrito por Carlos Damião às 06h33
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Estrangeirismo

Cabeçalho será corrigido

 

Aquele cabeçalho ilustrado com jornais estrangeiros, que publiquei aqui ontem, é do site noticioso da prefeitura de Florianópolis. Mas o secretário de Comunicação, Paulo Arenhart, enviou mensagem ao blog garantindo que o problema já está sendo corrigido. Arenhart concorda que a forma escolhida – não por ele, mas por terceiros que atuam no sistema de informática da prefeitura – não é muito adequado para um site que trata de assuntos locais.

Escrito por Carlos Damião às 06h29
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Totalitarismo às claras

O Big Brother está vivo

 

Big Brother pouco é bobagem: ao determinar que o cidadão, ao nascer, já tenha CPF, o governo brasileiro se aproxima do cenário de totalitarismo antevisto por George Orwell, na década de 1940, em sua obra-prima “1984”. Qual a utilidade de um CPF para um bebê de um mês ou para uma criança de três anos? Nenhuma. Trata-se apenas de um controle do Estado sobre a vida de todos os cidadãos. Melhor que o CPF, por que já não implantam um chip no cérebro dos bebês, para que eles sejam monitorados desde o nascimento e se transformem em meros robôs do Estado?

 

P.S. – Pra quem não sabe ou não lembra, a expressão Big Brother foi inventada pelo escritor britânico George Orwell, o mesmo autor de “A Revolução dos Bichos”. Portanto, o verdadeiro Big Brother não tem nada a ver com aquele programa que estimula a idiotice geral e que a Globo apresenta todos os anos, entre janeiro e abril. Quando muito, o BBB da Globo é apenas (mal) inspirado na genial ficção de Orwell.



Escrito por Carlos Damião às 06h25
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Foto-teste

 

Talvez os leitores mais jovens não estejam se situando bem quanto a essa imagem. Mas os mais velhos matam a charada com facilidade. E nem é preciso ser tão mais velho assim: quem já passou dos 40 anos, passeou por esse cenário.



Escrito por Carlos Damião às 06h13
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De volta aos palcos

Gil fez falta à cultura

 

O presidente Lula disse hoje que Gilberto Gil teve uma “recaída”, porque voltou à música e deixou a pasta da Cultura. Na verdade, presidente, os brasileiros não mereciam viver tanto tempo sem Gil cantando e tocando. E ele vem aí: no dia 9 de agosto, Clube 12 de Agosto, com o show “Banda Larga Cordel”. Imperdível, a preços que variam de R$ 60 (em pé) a R$ 5.000 (camarote para 25 pessoas).



Escrito por Carlos Damião às 17h09
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O crime no poder

Por que o espanto com o Rio?

 

Há uma grande polêmica no ar, por conta da articulação do crime organizado, no Rio de Janeiro, para eleger “representantes populares” (vereadores). Informações colhidas pela polícia dão conta que os criminosos estariam pressionando os moradores das comunidades onde atuam para que votem nos candidatos deles (criminosos).

 

Mas eu andava relendo aqui, no meu cantinho, sobre algumas das mais recentes operações da Polícia Federal em Santa Catarina...

 

Por que o espanto com os capos do Rio de Janeiro, se há tantos capos soltos por aí, em cargos públicos os mais variados?



Escrito por Carlos Damião às 06h25
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Notícias de longe

Jornais estrangeiros ilustram site de SC 

 

 

Um doce pra quem adivinhar de onde retirei esse cabeçalho utilizado num certo site. [Dividi o cabeçalho em dois para não ter de reduzi-lo].

Interessante, não? Jornais estrangeiros, inclusive da Rússia, ilustram uma página... de um órgão público catarinense.



Escrito por Carlos Damião às 21h56
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Retrato do Brasil

Um deboche à Justiça

 

Vejam só que notícia insólita. O mesmo STF que mandou soltar Daniel Dantas duas vezes se vê diante do que está relatado abaixo (matéria extraída do site da Suprema Corte do País):

Acusado de urinar em via pública

pede arquivamento de ação penal

 

Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Habeas Corpus (HC 95446), com pedido de liminar, em favor de J.C.D. Ele foi denunciado pelo crime de ato obsceno, previsto no artigo 233 do Código Penal, por ter urinado na rua durante o carnaval de Diamantina (MG), ocorrido em fevereiro.

O Ministério Público ofereceu denúncia afirmando que o acusado havia constrangido a população, entretanto a defesa alega que apenas o policial que conduziu J.C.D. até a delegacia foi apresentado como testemunha. A denúncia foi aceita pela juíza de Direito da Comarca de Diamantina.

Os advogados sustentam que no carnaval havia somente dois banheiros para atender aproximadamente 40 mil pessoas, outros três banheiros encontravam-se fora do local de apresentação de duas bandas. “Concluiu-se que não foi dado nenhum amparo para a população local ou para os turistas que freqüentaram a cidade durante o carnaval”, argumenta a defesa, ressaltando que as vítimas da falta de estrutura da cidade são condenadas de “maneira absurda”.

Por entender que não há culpabilidade, a defesa pede, liminarmente, o arquivamento da ação penal, uma vez que a suposta conduta do acusado não constitui crime.



Escrito por Carlos Damião às 21h41
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Segurança pouca é bobagem?

O strip-tease da atriz

 

A atriz Solange Couto tirou a roupa, ontem, diante de uma porta giratória de um banco no Rio de Janeiro. Ficou só de calcinha, porque não havia jeito de sua passagem ser liberada pela porta de segurança, que travou quatro vezes. Ela depositou todos os metais que possuía na caixa indicada para isso, mas mesmo assim não conseguia passar. Só lhe restou tirar a roupa...

Estou longe, muito longe, de ser a Solange Couto. Mas ameacei fazer o mesmo em Joinville, há uns quatro anos. Precisava urgentemente entrar no Banco do Brasil, porque tinha de viajar de volta a Florianópolis. Aconteceu tudo igual: quatro, cinco vezes, todos os metais depositados na caixinha e, mesmo assim, era sempre barrado pela porta giratória. Cheguei a deixar a bolsa do lado de fora, pedindo a uma recepcionista que cuidasse dela para mim. Nada. Foi aí que tive a idéia de tirar a calça. Quando desafivelei o cinto, o segurança, do outro lado da porta, resolveu liberar minha passagem. Não sem antes ouvir poucas e boas. O cretino tinha um controle remoto na mão e ficava brincando com as pessoas.

 

Já havia concluído este post, quando li as chamadas do G1 para casos semelhantes (links para notícias correlatas). Vejam só:

 

» Mulher fica presa em porta giratória e leva soco de segurança

» Bancários entram na Justiça contra lei que veta portas giratórias

» Lei proíbe porta giratória em bancos de SP

» Homem tira calça ao ser barrado em porta giratória de banco em SP

» Banco é condenado a indenizar casal preso em porta giratória

» Homem fica irritado e quebra porta giratória de banco

» Cliente de banco é morto por segurança dentro de agência



Escrito por Carlos Damião às 15h48
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Na ilha sem paz...

... o inferno são os outros

 

Nós que nascemos aqui ou vivemos aqui há mais de 30 anos, nos acostumamos a ver os balneários como referências de paz e tranqüilidade.

Acabou. Canasvieiras e Ingleses estão se transformando em sucursais do inferno. Outrora redutos da classe média (e até dos ricos) de Florianópolis, as duas praias cresceram demais na última década e viraram pequenas cidades com grandes problemas.

Os casos de violência se multiplicam nos dois balneários. Na semana passada, em Canasvieiras, um sujeito matou o colega de trabalho por causa de uma suposta briga no futebol. Hoje, alguém atirou contra dois garotos no interior de uma lan house. Um deles morreu.

Não é preciso ser muito esperto para saber a origem de tudo isso. E também o fato de que, na maioria absoluta dos casos, os envolvidos com a criminalidade – autores e vítimas – são de outras cidades catarinenses ou de Estados próximos. Gente que cresceu em ambientes hostis, onde puxar uma arma é coisa corriqueira: matar e morrer é banal.

Vieram para cá pensando em mudar suas vidas e acabam infernizando as nossas vidas.



Escrito por Carlos Damião às 15h37
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Apagão

Houve um apagão no sistema da Net pela manhã. Por isso, não pude atualizar o blog hoje cedo. Peço desculpas aos leitores deste espaço pela falha involuntária.



Escrito por Carlos Damião às 15h21
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Sem alvará

Dois pesos e duas medidas

 

É curioso ver como a Justiça tem mostrado seus dois pesos e duas medidas em relação à Lei Seca. Uma corrente de juízes entende, ao conceder liminares, que a Lei Seca é inconstitucional. Outra corrente compreende a questão de outra forma: “Não se pode conceber que na estreita via do habeas corpus preventivo se albergue a consecução de efeitos similares a uma prévia declaração de inconstitucionalidade das formas de repressão trazidas pela Lei nº 11.705/2008, salvaguardando ao paciente o 'pseudodireito' de simplesmente não cumprir a lei”, escreveu o desembargador José Volpato de Souza em sentença que negou habeas corpus preventivo a um grupo de catarinenses. Pelo pouco que conheço do Direito, o magistrado quis dizer que não se pode conceder habeas corpus antes que um direito seja violado. Ou seja, somente diante do bafômetro ou de uma situação de constrangimento é que a Justiça poderá se pronunciar.

Nota – A Lei 11.705/2008 é a Lei Seca.



Escrito por Carlos Damião às 23h32
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Jornalistas divididos

O primeiro cisma em quase 30 anos

 

Saiu um manifesto, assinado por um grupo razoável de profissionais, a propósito da formação de chapa para disputar a eleição do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, dia 6 de agosto. Pela primeira vez, desde o final da década de 1970, vemos a categoria dividida: os que estão no poder e os que gostariam de participar da nova gestão, sem imposições, nem encaminhamentos político-partidários. Aí está o manifesto:

 

MANIFESTO DE ESCLARECIMENTO AOS JORNALISTAS DE SC

Sindicato forte é Sindicato de e para todos

 

A respeito das eleições para o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, que acontecem no dia 6 de agosto, os abaixo-assinados vêm a público fazer os seguintes esclarecimentos:

 

1. A chapa única que concorre ao SJSC não expressa a unidade que tentamos construir. Entendíamos que este processo deveria ser mais amplo e coroado com uma plenária estadual de definição da chapa. Entretanto, quem capitaneou a formação da atual chapa única para o SJSC sempre rejeitou tal proposta.

 

2. Mesmo assim, e como nosso objetivo, fraterno e sincero, era a construção democrática de uma chapa que expressasse a unidade do movimento dos Jornalistas em nosso estado, continuamos participando no esforço de construir uma alternativa unitária junto aos que lideraram a formação da atual chapa única. Na última plenária, realizada em Florianópolis, aceitamos indicar representantes para uma comissão que definiria a constituição da chapa entre aqueles colegas que haviam oferecido seus nomes nas plenárias.

 

3. Entretanto, esse processo foi bruscamente interrompido a poucos dias do prazo de inscrições de chapas, por intransigência dos que lideraram a formação da atual chapa na tal comissão. Eles não se contentaram em exigir a indicação à Presidência, Vice-Presidência e Tesouraria, o que, na prática, significaria o prosseguimento de uma única posição política a ditar os rumos cotidianos de nossa entidade. Também vetaram nomes e passaram a impor quem aceitariam ou não na chapa, desprezando as discussões anteriores e inviabilizando a construção de uma diretoria que expressasse a heterogeneidade e riqueza de visões presentes em nosso movimento.

 

4. Por isso, alertamos os colegas que, apesar do processo eleitoral do SJSC ter uma única chapa inscrita, ela não é expressão da construção democrática que defendíamos: verdadeiramente unitária, sem interesses político-partidários e posturas autoritárias, e representativa da diversidade da nossa categoria. Embora tenhamos razoável identidade programática com a chapa inscrita, ela foi montada com determinadas práticas e métodos com os quais não podemos conciliar.

 

5. Aproveitamos para esclarecer que tal chapa inclui vários valorosos companheiros, que optaram por apoiar a proposta daquele grupo, decisão que respeitamos, mas com a qual não podemos concordar.

 

6. Vamos prosseguir defendendo o fortalecimento de nossa entidade e de nossas lutas por dignidade e respeito profissional. Neste sentido, reafirmamos nosso compromisso de luta por melhores condições de trabalho e salários, fiscalização do exercício da profissão e respeito às relações trabalhistas, gestão sindical democrática e transparente com presença em todo o Estado, inserção no movimento sindical nacional da categoria e na política geral do país, defesa da regulamentação, formação, atualização e ética profissionais e da democratização da comunicação.

 

7. Finalmente, convidamos todos os nossos colegas a, mais do que nunca, participarem ativamente e fortalecerem o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Afinal, movimento sindical não se faz apenas com a ocupação de cargos na direção de uma entidade, como já mostrou o movimento que, na década de 80, resgatou nossa entidade do imobilismo, do qual muitos de nós participamos. O Sindicato somos nós!

 

ASSINAM:

 

 1. Adauri Antunes – Jornalista

 2. Aderbal Filho – Ex-diretor do SJSC

 3. Adriane Canan – Diretora do SJSC

 4. Ayrton Kanitz – 1o candidato a presidente do SJSC pelo MOS e ex-integrante da Comissão Nacional de Ética

 5. Aureo Moraes – Ex-diretor do SJSC

 6. Celso Vicenzi – Ex-presidente do SJSC

 7. Cláudia Sanz – Diretora do SJSC

 8. Daniella Haendchen - Jornalista

 9. Denise Christians – Jornalista

10. Doroti Port – Jornalista

11. Eduardo Marques – Repórter Fotográfico

12. Eduardo Meditsch – Ex-integrante da Comissão de Ética/SC

13. Elaine Borges – Integrante da Comissão de Ética/SC

14. Fernando Crócomo - Jornalista

15. Francisco Karam – Ex-integrante da Comissão de Ética/SC e da Comissão Nacional de Ética

16. Gastão Cassel – Ex-diretor do SJSC

17. Hermínio Nunes – Ex-diretor do SJSC

18. Ivan Giacomelli – Ex-diretor do SJSC

19. Laudelino José Sarda – Jornalista

20. Lena Obst – Jornalista

22. Luis Fernando Assunção – Ex-presidente do SJSC

23. Márcia Barentin da Costa – Ex-diretora do SJSC

24. Maria José Baldessar – Ex-diretora do SJSC

25.  Mário Medaglia – Jornalista

26. Mário Xavier Antunes de Oliveira – Integrante da Comissão de Ética/SC

27. Mylene Margarida – Ex-diretora do SJSC

28. Orestes Araújo – Ex-diretor do SJSC

29. Osvaldo Nocetti – Repórter Fotográfico

30. Rogério Cristofoletti – Ex-vice-presidente do SJSC

31. Sandra Werle – Ex-diretora do SJSC

32. Samuel Pantoja Lima – Jornalista

33. Suely Aguiar - Jornalista

34. Sara Caprário – Jornalista

35. Silvio Pereira dos Santos - Jornalista

36. Suzete Antunes – Ex-diretora do SJSC

37. Tânia Machado – Jornalista

38. Terezinha Silva - Jornalista

39. Tina Braga – Ex-diretora do SJSC

40. Valci Zuculoto – Diretora do SJSC

41. Valdir Cachoeira – Ex-diretor do SJSC

42. Valentina Nunes – Jornalista

43. Vanessa Campos – Jornalista



Escrito por Carlos Damião às 18h09
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Chico na Eldorado

Um belo especial

 

 

Chico Buarque de Hollanda é um dos ícones da minha geração. Talvez o maior de todos, mais que Caetano Veloso, mais que Geraldo Vandré ou Tom Jobim. Chico ainda é o grande poeta da música popular brasileira.

No sábado, a rádio Eldorado (SP) produziu um especial sensacional com o autor de Apesar de Você. Clique AQUI para ouvir. Vale a pena. É uma excelente maneira de ganhar o dia – e a semana.



Escrito por Carlos Damião às 12h19
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91 mil analfabetos

E o “Estado de Excelência”?

 

Acho surpreendente que nossas autoridades vendam nossa imagem de “Estado de Excelência” no mundo inteiro, quando o Tribunal Regional Eleitoral registra: 91.654 eleitores catarinenses se declaram analfabetos. É um número considerável e preocupante, porque um Estado campeão da qualidade de vida não poderia permitir que quase 2% de sua população ainda não tenha sido alfabetizada.



Escrito por Carlos Damião às 11h28
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Patrimônio de SC

 

Casarão Born, construído no final do século 19, estava abandonado até o início deste ano. Mas a prefeitura de Biguaçu, apoiada pela iniciativa privada, conseguiu restaurar esse importante monumento histórico. O imóvel pertenceu ao primeiro prefeito de Biguaçu, João Nicolau Born.



Escrito por Carlos Damião às 20h15
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A descentralização

Livro-bomba está no prelo

 

O livro de Nei Silva, “A Descentralização no Banco dos Réus”, vai estar nas livrarias dentro de poucas semanas. Quem adquirir um exemplar estará de posse de um documento histórico, sobre como funcionam os bastidores da descentralização catarinense – a administração regionalizada que virou um cabidão de empregos e balcão de negócios (que eles, governantes, chamam de “investimentos na economia catarinense”).

Mas vejam bem: não estou afirmando que os métodos utilizados por Nei Silva, para capitalizar sua revista Metrópole, tenham sido os mais corretos do mundo. É bom fazer a ressalva, para não parecer que Nei Silva seja o herói dessa trama toda. O único herói, até aqui, é o povo catarinense, que vai ter de suportar mais dois anos até poder escolher um novo governo.



Escrito por Carlos Damião às 19h55
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Nem aí com LHS

Popularidade em baixa

 

Notícias que chegam de Joinville indicam que o governador Luiz Henrique da Silveira está com a popularidade em baixa na sua base eleitoral. LHS foi testar seu ibope no Festival de Dança, evento que ganhou força durante sua administração à frente da prefeitura local. A platéia ficou quieta. Em anos anteriores, quando ele tinha mais ânimo para governar e não andava com esse ar blasé dos últimos tempos, LHS era ovacionado pelo público joinvilense.

Como a população de lá é conservadora em essência, há uma explicação: os sucessivos escândalos dos mees mais recentes, envolvendo o nome de Joinville, causam natural constrangimento entre os moradores.

 

Em compensação, o vice-governador Leonel Pavan e o candidato a prefeito Esperidião Amin (Florianópolis) foram recebidos com alegria e muita descontração na Gororoba do JC, festa que o colunista JC (Diarinho) realizou no Clube Tiradentes, em Itajaí. Estive lá e testemunhei o sucesso do evento.



Escrito por Carlos Damião às 19h51
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FOLGA

Este blog se declara em folga até amanhã (domingo) à noite. Grato pela leitura e perdão pela ausência.



Escrito por Carlos Damião às 11h24
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A mídia desconcertada

 

É divertido ver como a mídia, sempre atenta a fatos inusitados, acaba desconcertada com histórias como a do cachorro que, em Minas Gerais, “achou” um bebê abandonado numa caixa. Foi um estardalhaço geral, dos jornais regionais ao poderoso Jornal Nacional. A mídia comeu barriga por conta de uma informação falsa. Era tudo uma fraude. E agora os grandes veículos de comunicação tentam explicar o estrago.

 

Um velho jornalista, matreiro e experimentado, recomendava sempre a seus jovens repórteres: “Desconfiem de histórias muito fantasiosas. Em geral, damos com os burros n’água, porque o ser humano costuma ser muito criativo”.

 

No caso em pauta, a mãe do bebê inventou a história do "cão-herói" porque escondeu a gravidez dos familiares.



Escrito por Carlos Damião às 00h36
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Riqueza criminal

 

Na Rua João Mota Espezim, no Saco dos Limões, bem abaixo do favelão em que se transformou a Caeira, uma placa anuncia: “Advogados. Plantão criminal – 24 horas”.

Eis uma atividade que, em Florianópolis, nunca esteve tão em alta: o chamado advogado de porta-de-cadeia. Alguns já ficaram ricos, defendendo criminosos. Outros estão a caminho da riqueza.



Escrito por Carlos Damião às 00h35
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Coisas que não têm preço

 

 

Me mandaram. Achei bacana e divido com vocês



Escrito por Carlos Damião às 15h14
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A mais pura maldade avaiana

 

Embora alvinegro, não posso resistir à tentação de reproduzir o que minha querida Carol Gonzaga me enviou há pouco, um texto produzido por um colega de faculdade dela, o Renan Schlickmann. Vejam só quanta maldade num único coração: 

* A previsão do tempo acertou a chuva... só que era de gols.

 

* A defesa do fifi parecia pebolim, era só tocar que se abria toda.

 

* O gol de pênalti do Cleiton Xavier foi batizado de "Branca de Neve". Já os gols do Grêmio também ganharam nomes: Soneca, Dengoso, Dunga, Feliz, Atchim, Mestre e Zangado.

 

* Volta Macuglia! Ou então contrata o treinador do Juventude, o "setti"

 

* E o juiz, hein? Nem deu acréscimo para se tentar um empate.

 

* Parece que o figayra vai imortalizar a camisa 7.

 

* Foi realmente um jogo dos 7 erros.

 

* Amanhã na loja do figayra tudo em 7 vezes

 

* E a Dercy que perdeu o 7 a 1?

 

* Esse time do figayra realmente pinta o sete.

 

* Na padaria acabou o sonho, só tem bisnaguinhas Seven Boys.

 

* O Jô Soares vai convidar o wilson pro programa dele e montar o seteto.

 

* A torcida deveria ter invadido de novo para evitar o vexame.

 

* Mas o figayra tá na média (7,0)

 

* SC entra no roteiro de diversões. Tem o Parque do Beto Carrero e o parque do Orlando Scarpeli.

 

* Quinta que vem tem missa de sétimo dia.

 

* CRÉU velocidade 7.

 

Meus setementos...

Vou dormir (se o buzinaço da Beira-mar parar). Amanhã tenho que acordar às 7.

 

Abraços (7 letras)



Escrito por Carlos Damião às 11h23
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ARTIGO

Escritor, um formador de mentes

 

Luiz Henrique Dutra

 

No 25 de julho é comemorado o dia do escritor. Não se trata, obviamente, de um daqueles dias que mobilizam a população e estimulam a economia, como o dia das mães, o dia dos pais, e assim por diante.

Nem se trata, por outro lado, de um dia dedicado a uma carreira ou a uma profissão, como o dia do professor, o dia da secretária, e tantos outros. Com raras — e algumas honrosas — exceções, o escritor não é um profissional, embora possa se profissionalizar e viver de sua obra, assim como o cineasta, o pintor, o escultor e outros produtores de cultura. De fato, este é o termo, o escritor é antes de tudo um produtor de cultura. Mas isso ainda diz pouco do que ele pode e tem feito por nós. O escritor é também um formador de mentes.

Imaginemos uma criança ou um adolescente que se maravilha pela primeira vez com um livro, e que aceita o convite do autor. Ele abre o livro e começa a ler. Imediatamente, ele se vê em outro mundo, mesmo que a estória fale de partes já conhecidas do mundo e de coisas ordinárias. Mas fala desse mundo de uma forma diferente, apresentando-o de outro ponto de vista. E com isso, esse leitor iniciante começa a prática de pensar o mundo — de pensá-lo e repensá-lo quantas vezes forem necessárias.

Não é, portanto, sem razão, que os grandes clássicos — poetas, dramaturgos e romancistas, por exemplo — são considerados pensadores da mesma estatura que aqueles cuja profissão ou carreia estão diretamente dedicadas a pensar o mundo: os filósofos e os cientistas em geral. Tomemos o caso que é lugar comum, aquele do escritor que é capaz de revelar aspectos da natureza humana que escapam às melhores teorias dos psicólogos e dos filósofos. O trabalho de um não substitui o dos outros, mas o escritor está menos preso às amarras da teoria aceita e oficial de um programa de pesquisa, e mais livre para forjar mentes com ferramentas mais variadas, embora talvez mais caseiras e de senso comum. Ele pode apresentar o mundo diretamente, sem tantas mediações.

De um jeito ou de outro, porque há também escritores que se empenham em divulgar conteúdos filosóficos e científicos, o escritor não dá sua contribuição à cultura apenas acrescentando mais um título ao catálogo de uma editora, mais um livro à prateleira de uma livraria ou de uma biblioteca. Tudo isso também é importante, pois o livro precisa chegar ao leitor. Mas o mais importante, é claro, é a transformação que o escritor opera dentro de cada um de nós.

Ao lado de nossos pais e antepassados, ao lado de nossos melhores mestres, a contribuição do escritor à sociedade humana é aquela de ajudar a formar mentes. O escritor é um trabalhador a serviço de um perene humanismo.

 

Por Luíz Henrique Dutra, Diretor da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC)



Escrito por Carlos Damião às 07h40
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Inversão de valores

 

O deputado Genésio Goulart (PMDB), que teve sua candidatura a prefeito de Tubarão impugnada, esbravejou contra os adversários, enxergando neles a responsabilidade pela decisão do Tribunal Regional Eleitoral. Mas quando nós observamos o que motivou o Ministério Público Eleitoral a pedir a impugnação, percebemos o quanto o parlamentar da base governamental na Assembléia Legislativa está equivocado: ele responde a 18 processos por improbidade administrativa.

Ora, um político que responde a 18 processos dessa ordem – relativos à sua administração no município de Tubarão – não poderia nem ser deputado, muito menos voltar a ser prefeito de sua cidade.

É claro que Goulart tem direito a defesa, a recursos e ao esperneio. Mas precisa, antes, ser inocentado nos 18 processos a que responde para querer posar de vítima.



Escrito por Carlos Damião às 06h31
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Saudade de Chacrinha

 

Belo presente a Globo acabou de dar aos brasileiros nesta noite de quinta e madrugada de sexta-feira - um especial sobre Chacrinha, o homem que alegrou nossas tardes de sábado, na meninice já um pouco distante. Foi emocionante revê-lo no especial da Globo!



Escrito por Carlos Damião às 00h23
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Coisas da Ilha

 

Fui almoçar no Fratellanza, único restaurante executivo de Florianópolis que tem piano-bar funcionando no horário do almoço! Você faz o prato, senta para comer e o pianista, lá no fundo, vai tocando o melhor da bossa nova e do jazz.

Lá estava o Mosquito (Amilton Alexandre), praticando o que mais gosta: conchavos, discursos e a mais ácida contestação mané.

– O Luiz Henrique comanda o primeiro governo virtual do Planeta – me disse ele. – Literalmente virtual: é o único governo que não se vê, está sempre flanando.

Mosquito me fez ganhar o dia.

 

Aliás, tem uma história recente do Mosquito que é muito engraçada. A RBS TV estava entrevistando uma autoridade municipal, a propósito do movimento grevista dos trabalhadores do transporte coletivo.

Mosquito não resistiu. Como a emissora estava ao vivo, ele passou por trás, chegou no microfone e esbravejou contra os empresários e contra a prefeitura. Coisas de televisão ao vivo, um perigo constante, ainda mais quando se trata de RBS.

Mas o Mosquito divertiu os telespectadores, que gostaram de ver a hierarquia da rede gaúcha completamente balançada.



Escrito por Carlos Damião às 00h08
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Várzea

 

Grêmio 7 x Figueirense 1

 

Torcedores gremistas estão, neste momento, provocando os moradores da região onde moro. Mal sabem eles – que circulam a bordo de seus automóveis – que a região onde moro é dominada por gremistas. No meu prédio, hoje foi uma festa imensa. Quando o Figueira ganha, não rola nada, nem um pio.



Escrito por Carlos Damião às 23h07
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Lei Seca faz água

 

Também no Rio de Janeiro a Lei Seca vai fazendo água. Uma decisão do desembargador Antônio José Carvalho, da Seção Criminal do Tribunal de Justiça, concedeu alvará a um cidadão, Marcos Aurélio Lisboa Rodrigues, que não precisará ser submetido ao bafômetro, caso seja parado em alguma blitz. O desembargador baseou sua decisão na máxima constitucional de que ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo. [Com informações do site G1].



Escrito por Carlos Damião às 21h25
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Justiça e cidadania

 

Matéria divulgada hoje no site do Ministério Público Federal: 

O Ministério Público Federal em Santa Catarina ingressou com Ação Civil Pública contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para que não obriguem às empresas tabagistas a comercializarem os maços e as propagandas de cigarro com as atuais imagens-padrão de “advertência”.

Na ação, o procurador da República em Blumenau, João Marques Brandão Néto, alega que as gravuras adotadas pelos Réus atingem o fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana. Para o procurador, algumas fotos exibem cenas chocantes, tais como um bebê prematuro, uma pessoa hospitalizada com câncer no pulmão e outra pessoa sofrendo infarto. Segundo ele, essas imagens demonstram a completa falta de respeito com todos os que, diariamente, são obrigados a olhar para as gravuras, fumantes ou não.


Escrito por Carlos Damião às 21h13
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Fonte pagadora

 

Líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Pará vão ter de pagar uma multa de R$ 5,2 milhões como indenização à empresa Vale, por causa de um protesto realizado em abril deste ano, que resultou no fechamento da ferrovia de Carajás. A determinação é da Justiça Federal.

Onde é que o MST vai arranjar R$ 5,2 milhões para pagar à empresa, em 15 dias, como determinou a Justiça?



Escrito por Carlos Damião às 21h10
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Justiça e cidadania